Buscar
Toda pedra na vesícula precisa ser operada?
Não. Estima-se que até 80% das pessoas com pedras na vesícula nunca desenvolvem sintomas. Um estudo com 49.414 pacientes mostrou que apenas 14,5% tornaram-se sintomáticos ao longo do acompanhamento. Pedra assintomática descoberta ao acaso não é indicação de cirurgia na maioria dos casos.

Dra Mariana B. Z. Osvaldt
O que acontece se eu não operar a pedra na vesícula depois de ter sintomas?
O risco de complicação cresce rapidamente. Um estudo dinamarquês mostrou que pacientes com doença sintomática não complicada que não foram operados tiveram risco de complicação de 36% em 6 meses, 55% em 12 meses e 81% em 24 meses. Adiar a cirurgia após o primeiro sintoma não é uma estratégia segura.

Dra Mariana B. Z. Osvaldt
Quais são os sintomas da pedra na vesícula?
O principal sintoma é a cólica biliar: dor intensa no abdômen superior direito ou na boca do estômago, irradiada para as costas ou ombro direito, com duração de 30 minutos a algumas horas, frequentemente após refeições gordurosas. Febre, icterícia (pele e olhos amarelados) e náuseas podem indicar complicações.

Dra Mariana B. Z. Osvaldt
Quais são as complicações da pedra na vesícula não tratada?
As principais são: colecistite aguda (inflamação da vesícula), coledocolitíase (pedra no ducto biliar com risco de icterícia), colangite aguda (infecção bacteriana do ducto biliar, com risco de sepse) e pancreatite biliar (inflamação do pâncreas que pode ser grave). Todas são mais arriscadas de tratar do que a cirurgia eletiva.

Dra Mariana B. Z. Osvaldt
É melhor operar a vesícula programado ou esperar complicar?
A cirurgia eletiva, programada sem inflamação aguda, é muito mais segura: alta no mesmo dia ou dia seguinte, retorno às atividades em 1 a 2 semanas. A cirurgia de urgência durante uma colecistite ou pancreatite tem maior risco de complicações, maior chance de conversão para cirurgia aberta e recuperação mais longa.

Dra Mariana B. Z. Osvaldt
Quando é indicado operar a vesícula mesmo sem sintomas?
Há situações específicas: pedras grandes (acima de 3 cm, pelo risco de câncer de vesícula), vesícula em porcelana com calcificações nodulares, pacientes que vão fazer cirurgia bariátrica, pacientes imunossuprimidos ou em lista de transplante, e portadores de anemia falciforme ou esferocitose hereditária.

Dra Mariana B. Z. Osvaldt

